007 – No Time To Die | Descanse Sr. Bond

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Há quinze anos atrás Daniel Craig recebeu sua licença para matar vivendo o famoso 007. Com 5 longa metragens e 541 minutos de filmes, essa saga se encerra com chave de ouro. Deixando uma sensação real de dever cumprido dentro da história que os filmes se propuseram a contar.

Aos que não sabem, a saga vai se expandido dentro dos seus filmes com uma história envolvente e com muitas ramificações, que às vezes se perdem nos filmes “Quantum of Solace” e “Spectre“, que são sequências diretas dos acontecimentos dos filmes anteriores. Já “Cassino Royale” e “Skyfall”, que possuem histórias mais independentes, se tornam assim filmes dignos de serem considerados clássicos do cinema. Mesmo assim, de forma curiosa, “No Time To Die” chega e quebra esse ciclo, sendo o filme com mais referências na história de James Bond, consegue entregar uma trama consistente e realista para o mundo de 007.

Para mim o que torna um filme de espionagem instigante é a possibilidade do problema apresentado existir. Enquanto “Spectre” peca com seu vilão Blofeld, por ser um megalomaníaco com uma organização gigantesca que não traz consequências de suas ações para esse mundo, fazendo com que essas resultem em nada no desenvolvimento da história, “No Time To Die” traz um vilão muito mais centrado, e uma ameaça muito mais evidente e urgente para nossa equipe favorita do MI6 resolver. Claro, sempre é possível argumentar que é tudo ficção e que se procurar por veracidade ta assistindo errado, mas para mim quanto mais eu me identificar com a situação, sendo ela com elementos próximos da nossa realidade, mais envolvido eu fico.

O filme também traz uma cinematográfica incrível, algo que sempre foi um ponto fortíssimo com os filmes de 007, mas esse filme em específico trouxe alguns momentos incríveis para quem é fã de ação e espionagem, com cenas de sentar na ponta da poltrona e vibrar junto com os sons e as imagens. O filme também não teve medo de voltar a ser inventivo, trazendo James Bond com seus antigos e novos apetrechos “emprestados” pelo seu Quartel-Mestre “Q“, o que ajuda a tirar o tom mais sério que toda a saga carregou até aqui, e entrega um filme ao mesmo tempo com um peso super importante, mas que sabe o momento de explorar as raízes do personagem.

Em resumo, esse é o melhor filme da Era Daniel Craig como James Bond e sempre será uma referência aos que gostarem de ver como um bom filme de espiões deve ser feito.

Hyziel Rodrigues

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