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Acompanhamos as aventuras de Cebolinha, Cascão, Mônica e Magali quando nós mesmos tínhamos suas idades, por isso, a turma fez parte de uma grande parte de nossas vidas: A infância. É nela que começamos a desenvolver amizades, seja com animais, seja com outros seres humanos, mas é nessa etapa da vida que a gente começa a aprender a se envolver com o outro. É nessa etapa que aprendemos a criar laços, mesmo quando iremos compreender o que isso significa bem posteriormente. É sobre isso que a Graphic Novel dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi retrata.

Logo nas primeiras páginas somos surpreendidos com uma memória extremamente delicada, quando Cebolinha, ainda muito pequeno, conhece Floquinho. Todos aqueles que cresceram rodeados de animais de estimação, seja gato, cachorro ou até mesmo um pássaro, compreende e sente empatia por aquele momento vivido por Cebolinha. Sua mãe diz: “É um cachorro filho. Ele vai ser o seu melhor amigo”. Nesse momento, Lu e Vitor nos introduz, de cara, ao tema da obra: Laços. O amor entre um ser humano e seu cãozinho, ou qualquer outro animal de estimação, é tão forte e genuíno que gera um laço, uma conexão, algo que perdura.
Nas próximas páginas, somos levados a uma aventura de Cascão e Cebolinha que deram errado, como já conhecemos, e vemos Mônica completamente brava correndo atrás dos meninos com seu icônico Sansão. Podemos perceber nessa cena, o laço que se forma entre a gente e a própria história, uma vez que somos tomados pela nostalgia e lembramos de quando crianças líamos a história dessa turma. Com o desenrolar da história, descobrimos que Floquinho está perdido e relembramos aquela cena inicial, o cachorrinho é o melhor amigo do Cebolinha e a turma que compreende esse fato, se une para ajudar a encontrá-lo. Isso porque apesar das desavenças entre eles e a implicância, a amizade que eles têm é mais forte. É o laço. Um laço diferente, um laço quase que de irmãos.

Então, a partir daí, a história se desenvolve e não quero dar spoilers, mas temos várias coisas a aprender, principalmente sobre o valor da amizade, pois ela é retratada de uma forma bem original. Vitor e Lu Cafaggi conseguiram homenagear as histórias do Mauricio de Sousa, sem deixar de criar suas próprias narrativas, conseguiram isso sem deixar se perder a essência dos nossos amigos do bairro do Limoeiro. Mônica continua com seu temperamento forte, Cascão continua fugindo do banho, Cebolinha segue sendo implicante e trocando a letra R pela L e Magali segue sendo a comilona. Mas, agora, mais que nunca compreendemos a força do laço que existe entre eles, uma amizade que vai muito além de meras implicâncias, o tipo de amizade que vai estar lá quando um precisar do outro, mesmo quando se tem medo, mesmo quando precisa amadurecer e conhecer o desconhecido. Uma amizade que vai muito mais além. E também conseguimos tirar da Graphic que existe vários tipos de laços na nossa vida, existe aquele entre a gente e nossos amigos pets, existe entre nós e nossos amigos, existe entre nós e nossa família. Temos mais de um laço e cada um é forte a sua maneira.

Enfim, com ilustrações delicadas, mas bem coloridas, de tons fortes e vibrantes, os irmãos Cafaggi entregam uma obra feita de coração, tratada com extremo respeito e carinho, algo que apenas fãs poderiam fazer. Lu e Vitor Cafaggi acrescentam ainda mais para o legado criado por Mauricio de Sousa, um legado que vai continuar sendo passado adiante com mensagens ainda mais singelas, pois o laço que criamos com a Turma da Mônica é também extremamente resistente.

Tagarelem conosco: Vocês já leram essa graphic? Conhecem outras obras dos irmãos Cafaggi? O quanto a turma da monica fez parte da sua infância?

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Até a próxima tagarelice e lembrem-se de cultivar laços verdadeiros!

Diovana Vargas

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