Pinguim Tagarela | Cultura pop e nerd a uma tagarelice de distância! O Crime da Quinta Avenida | Obra está em financiamento coletivo; conheça a autora que inspirou Agatha Christie e Arthur Conan Doyle - Pinguim Tagarela
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O Crime da Quinta Avenida | Obra está em financiamento coletivo; conheça a autora que inspirou Agatha Christie e Arthur Conan Doyle

Por - 06 outubro


É sempre bom apoiar as mulheres, então foi pensando nisso que a editora Monomito Editorial e a tradutora e autora Cláudia Lemes resolveram criar uma campanha de financiamento coletivo através do Catarse para traduzir a obra O Crime da Quinta Avenida de uma das autoras mais icônicas e também tão pouco conhecida: Anna Katherine Green.

Sobre a autora:

Anna praticamente inventou o romance policial moderno, elementos comuns do gênero como o uso de lógica e técnicas forenses para encontrar o culpado (pedaços de cartas, testemunhas desaparecidas) e técnicas de escritas de mistério que oferecem pistas – muitas falsas – para que o caso seja investigado também pelo leitor foram primeiro utilizados pela autora. Green nasceu em 11 de Novembro de 1846 e escreveu 40 obras, sendo The Leavenworth Case: A Lawyer's Story (O Crime da Quinta Avenida) um deles em que escreveu escondida e enquanto cuidava de seus três filhos.

Sobre a obra:

O Crime da Quinta Avenida é seu livro de estreia e teve uma resposta muito positiva, sendo um bestseller e considerado para muitos na época como um livro "bom demais para ter sido escrito por uma mulher". Hoje temos mais a noção da capacidade das mulheres, pois temos lutado por nosso espaço, coisa que certamente fez Anna, uma vez que escrever é um ato de resistência e ela deu abertura para pessoas como nossa brilhante Agatha Christie pudesse escrever seus incríveis romances policiais. Agatha admitiu ter sido Green sua forte referência para escrever suas obras. Outro icone da literatura policial é Arthur Conan Doyle - o criador de Sherlock Holmes, um dos personagens mais conhecidos da cultura pop - e o próprio era muito fã de Green, inclusive, tendo viajado para conhecer a autora estadunidense. Não é pouca coisa, o trabalho dela precisa ser mais conhecido por todos e seu nome deve ser lembrado por sua importância tanto como mulher quanto por ter sido uma das grandes influências de nomes posteriores do gênero. 

A obra foi escrita há 140 anos e a primeira história de mistério que convidou o leitor a desvendar um assassinato junto com o detetive. Sem contar que no campo da inovação ainda nos brindou com o primeiro detetive serial da literatura e o primeiro livro do gênero a ser escrito por uma mulher.

Além de ser um design belíssimo, a capa projetada pelo estúdio da ProjectNine esconde easter eggs para proporcionar desde o princípio a experiência de mistério e investigação ao leitor. Muito bacana, né? 


Sinopse:

O rico homem de negócios Horatio Leavenworth foi assassinado dentro de sua mansão com um tiro. Ele deixou uma grande fortuna e duas sobrinhas, e uma delas, Eleanore, se torna a principal suspeita ao ser revelado que ela não herdaria os bens do tio. A incumbência de descobrir o assassino e o motivo do crime recai sobre o investigador Ebenezer Gryce que usa inteligência e capacidade de dedução, acima da média, para juntar pistas e revelar segredos. Em paralelo, o jovem advogado Everett Raymond decide conduzir sua própria investigação com o intuito de provar a inocência de Eleanore, a mulher por quem se apaixonou.

Sobre o financiamento: 

Com o tempo, deixamos Green cair no esquecimento, e este projeto visa lhe fazer justiça, trazendo para o Brasil e para fãs de literatura policial a tradução de The Leavenworth Case como "O Crime da Quinta Avenida". O livro chegou a ser traduzido para o português por Fernando Pessoa como O Caso da Quinta Avenida, mas está fora de circulação. A Monomito Editorial, com a escritora Cláudia Lemes, está preparando a primeira tradução brasileira da obra, que vai ganhar uma roupagem que deixaria Anna Katharine Green orgulhosa.

Além de receber uma versão histórica de um livro raro, com um trabalho editorial e gráfico minucioso e apaixonado, há muitas recompensas exclusivas para quem apoiar o projeto de resgate e redescobrimento dessa obra: marcadores, avisos de porta, tatuagens temporárias, adesivos, cartões postais e até um conto da autora. Também acreditamos tanto nesse projeto que incluímos nossos próprios livros como recompensas para perfis e personalidades distintas: "De A a Z: Dicas para Escritores", do Fábio Fernandes (Monomito, 2018), "Mãos Secas com Apenas Duas Folhas", da Paula Febbe (Monomito, 2018) e "Inferno no Ártico", de Cláudia Lemes (independente, 2018).

Enfim, contribuir para que o projeto aconteça é fundamental, mais pessoas precisam conhecer a autora, pois grandes nomes masculinos sempre são lembrados como clássicos e eternizados, temos mulheres referência nos gêneros e precisamos que elas também possam ser conhecidas e eternizadas, lidas e compartilhadas para que mais mulheres escrevam e se identifiquem nas histórias. Não podemos deixar Anna Katherine Green cair no esquecimento. Se puder, ajude financeiramente para que assim o projeto possa alcançar seu objetivo: o de prestigiar a mãe do mistério e as mulheres escritoras.

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Tagarelem conosco: quem aí também quer ler a história? Conheciam a autora?
Até a próxima tagarelice e lembrem-se de apoiar projetos nacionais e obras das minorias… seguimos resistindo!

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1 Tagarelices

  1. Eu ando vendo muitas editoras fazendo isso de financiamento coletivo para publicar tal livro. Sinceramente, acho brilhante! É como se fosse um "livro de todos" hehe.
    Já ouvi o nome desse livro e da autora por aí, mas nunca busquei me aprofundar na história dos dois... até agora :)

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