Pinguim Tagarela | Cultura pop e nerd a uma tagarelice de distância! Killing Eve | O retorno de Sandra Oh para as telinhas - Pinguim Tagarela
Tecnologia do Blogger.

Killing Eve | O retorno de Sandra Oh para as telinhas

Por - 19 abril













Sim, Brasil! Se você, assim como eu estava morrendo de saudade de Sandra Oh (nossa eterna deusa da cardio Cristina Yang), seus problemas acabaram. Pois lançou nada mais e nada menos que Killing Eve, um tipico "jogo de gato e rato". Eve (Sandra Oh) é uma funcionária de um escritório de segurança que sonha ser uma espiã, mas não tem oportunidade. Villanelle (Jodie Comer) é uma garota contratada para matar. E assim, começa o primeiro episódio da série, com uma funcionária frustada com seu serviço, prestes a ter seu sonho realizado e uma assassina que gosta do que faz.

Teremos, portanto, uma crítica ao primeiro episódio da série denominado Nice Face.

O episódio piloto trás algumas tiradas que te fazem rir e deixam com vontade de saber o que vai acontecer com Eve e Villanelle, te instigando a ver mais episódios.

A série britânica, do canal BBC, foi criada por Phoebe Waller-Bridge, consiste em oito episódios de 45 minutos aproximadamente e já conquistou o coração de muitos que assistiram. Tanto que já há confirmação de uma segunda temporada!

Sendo a primeira série que Sandra Oh protagoniza desde Grey's Anatomy, a atriz dá um show de atuação e deixa para trás a médica cirurgiã-cardiológica que lhe rendeu um Globo de Ouro e um Screen Actors Guild. Sandra e Jodie fazem um belo time, pois assim como a primeira, Jodie se sai maravilhosamente em sua atuação, sendo com olhares e gestos. Essa dinâmica da atuação de ambas transborda em química entre as personagens, nos fazendo sentir o peso que o relacionamento delas terá. É quase como se elas se completassem, vemos Eve vivendo um trabalho monótono que não explora o seu potencial, nem faz uso das suas habilidades, a personagem é extremamente inteligente, detalhista e aparentemente demonstra saber como que funciona os pensamentos dos psicopatas. Logo, Eve costuma pensar fora da caixa, ou seja, enquanto seus colegas e até mesmo o chefe estão apenas focados em não realizar além das atividades necessárias do seu trabalho, a segurança não se contenta em perceber que as coisas estão estranhas e se põe em risco ao investigar. 



Já Villanelle se satisfaz com os seus alvos, mas percebemos o quanto talvez possa ser fácil demais para ela, sem desafio, então é evidente o quanto pode se tornar sem emoção para a mesma. A chegada de Eve ao caso da assassina de aluguel, possivelmente pode ser visto por Villanelle como uma forma de se desafiar, de ter algo com o qual brincar, com o qual poder se emocionar. Por se ver como alguém imbatível, não sendo capturada até agora, começa a se desleixar, então consiste entre as duas uma possível relação de necessidade, nos resta saber se isso não será culminante para um dos lados ou para os dois. Confesso que a série me deixou muito curiosa, tanto em saber em que fim vai se dar a Villanelle, ou o que tem por trás desse interesse em ser uma espiã, de Eve.

O episódio se divide entre a dupla narrativa, uma contando do cotidiano da segurança, outra nos mostrando o que consiste o trabalho da psicopata. Isso é importante para nos revelar assim suas personalidades, que não precisam em nenhum momento ser ditas, mas que com certeza são mostradas através do seu dia a dia, do que compõe as suas ações e com quem se relacionam.

Podemos ter o vislumbre do que seria talvez um dos mistérios principais da temporada, ou não, para quem a assassina de aluguel trabalha. pois em nenhum momento dos 45 minutos somos apresentado a pessoa, nem ao menos sabemos seu nome. Conhecemos apenas o contato da Villanelle, com quem ela tem uma relação bem interessante, quase que de amizade, sendo ele possivelmente a pessoa mais próximo dela. Isso nos mostra talvez a sua reclusão social, nos revelando a sua antissocialidade.



Para aqueles que procuram ação, cenas de perseguições enormes e toda dinâmica detetive e psicopata, recomendo que procurem outra série, pois logo em seu tom inicial sabemos que Killing Eve irá trilhar mais o caminho do drama, ao nos apresentar a relação entre as duas, as diferenças e semelhanças, no quanto talvez uma precise da outra pra exercer suas funções, como desempenhar seus papéis. O ritmo é lento e gradual, mas em nenhum momento desagradável ou maçante, mas, sim, condizente com a proposta da série e com o estilo de narrativa. Além de apresentar violência, cenas sangrentas e brutalidade. Um dos pontos mais alto do episódio é sua capacidade de nos envolver com seu mistério, nos fazendo nem perceber o quão rápido os minutos estão passando.

Por fim, os acontecimentos que encerram o piloto, geram em nós uma surpresa, uma reviravolta interessante da qual terminamos com a certeza de que precisamos na semana seguinte assistir desesperadamente e só não assistimos no mesmo dia porque não podemos, se a BBC liberasse antes, a gente não pensava duas vezes, tamanha ansiedade e curiosidade proporcionada por Nice Face.

Enfim, algo que precisamos falar é da incrível representatividade feminina, na qual, temos duas protagonistas, ocupando posições diferentes, uma vilã, a outra a figura heroica, mas ambas apresentam suas nuances, não são 100% uma coisa só, mas várias, com a complexidade necessária de um ser humano. Não são definidas por esteriótipos de gênero, são personagens desenhadas o mais próximo da realidade e a isso devemos exaltar, pois não é tão fácil de se encontrar. Que possamos ter cada vez mais representatividade de mulheres ocupando vários personagens, de muitas personalidades, com diversas inteligencias. Mulher pode ser espiã, sem ser sexualizada, mulher pode ser vilã, sem ser sexualizada, mulher pode ser má e psicopata, mulher pode ser líder, mulher pode ser chefe, mulher pode tudo, inclusive ter falhas como qualquer outro ser humano. Obrigada a Killing Eve por isso.

E, Nice Face recebe, portanto:

(5 de 5 pinguinzinhos)

•••

Tagarelem com a gente, gostaram da crítica? Ficaram interessados na série? A gente garante que vale a pena conferir.

Essa crítica foi escrita em colaboração entre Diovana e Vitória. Ambas escrevem para a Pinguim Tagarela.

Acompanhe a Pinguim (mais detetive e) Tagarela das redes sociais:


Até a próxima tagarelice e lembrem-se a serial killer  pode estar do seu lado.

Veja Também

3 Tagarelices

  1. Primeiro de tudo, AMEI o seu blog haha. Vocês estão de parabéns, está tudo muito lindo e bem organizado. Quanto ao post, já fiquei com vontade de assistir, sua resenha me deixou curiosa pelos outros episódios haha. Beijinhos, Carol.

    ResponderExcluir
  2. Ai, vejo esses posts sobre séries e percebo o quanto eu estou parada no tempo nesse quesito, pois faz muito tempo que não assisto nada. Começo uma série nova na Netflix e paro no primeiro episódio; não consigo ver nada na televisão... aaaah, socorro :p

    Não sabia desse novo lançamento, mas a premissa é, no mínimo, interessante, pois nunca tinha visto uma série ou filme com ASSASSINA de aluguel.

    Beijos :*

    ResponderExcluir
  3. Fazia tempo que não lia algo seu e havia me esquecido o quanto sua escrita é fluída e suas resenhas são interessantíssimas!
    Fiquei muito interessada por essa série, ainda mais por ter a Sandra Oh, é claro!
    Amei o post, vou tentar assistir e te conto minha opinião depois aqui, rs. Beijos.

    ResponderExcluir

comentário(s) pelo facebook: