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Capitão! Meu capitão!

Vencedor do Oscar de Melhor roteiro original, um clássico dramático e tendo Robin Willians como um dos personagens principais, Sociedade dos poetas mortos (pinguim confessa que amou o título) é um filme de 1989 que apesar de tanto tempo ainda é contemporâneo. E que conta a história de um professor de literatura não ortodoxo, chamado John Keating, que leciona em uma escola preparatória para jovens, um lugar em que valores tradicionais predominam e que podemos considerar conservadora. Então, esse professor inspira seus alunos a perseguir seus sonhos e ter uma vida extraordinária.
O filme carrega muitos ensinamentos e várias reflexões, é recheado de citações de autores clássicos da literatura inglesa e tem em vários momentos frases muito bem elaboradas. Além de apontar várias questões importantes, sérias e até mesmo realísticas. Ao desenrolar da história vemos a poesia, os trechos e até a arte de compreendê-la, mas de uma forma diferenciada, subjetiva e profunda (tudo o que a pinguim gosta). Tudo isso através do professor Keating que com grande talento torna suas aulas divertidas, dinâmicas e nada convencionais.
A poesia como foi dito anteriormente se faz presente e introduz sua importância e o professor incentiva a apreciar de verdade a essência da poesia, da arte de modo geral: “Exércitos de acadêmicos avançando, medindo a poesia. Não! Não teremos isso aqui. Em minhas aulas, voltarão a aprender a pensar por vocês próprios. Aprenderão a saborear palavras e linguagens. Não importa o que digam a vocês, palavras e ideias podem mudar o mundo.”

Outra coisa que o professor Keating busca ensinar e fazer com que seus alunos apliquem em suas vidas é o carpe diem que é algo forte na trama. A questionar o sentido da vida, a aproveitar o dia, as oportunidades, as coisas que se quer. O que torna o Keating o melhor professor é que ele ensina mais do que literatura nas aulas, ele ajuda aos jovens vários elementos da vida e até aconselha seus alunos.
E tem esse grupo de alunos, que se inspiram no professor e recriam a sociedade dos poetas mortos e neles ascende-se à paixão pela poesia, música, teatro, enfim pela arte. E isso os ajuda na sua “rebeldia” contra essa escola e sociedade conservadora, sem contar que a arte os leva ir em busca de seus sonhos e vemos a mudança que isso gerou em cada um desses personagens. Mas, alguns pais que já tem o futuro de seus filhos planejados desaprovam essas novas ideias que seus filhos andam tendo. O que vai gerando obstáculos e dificuldades pelas quais eles precisam passar.

É realmente lindo ver essa paixão pela arte, a empolgação por querer viver, por querer aproveitar e se arriscar. Conseguimos ver momentos muito bonitos e tocantes onde os personagens se encontram neles mesmo, descobrem quem são e até na forma de se expressar através da arte isso fica visível, enquanto eles colocam suas personalidades naquilo.  É de fato, inspirador ao extremo.
Mas, o filme apresenta também um lado mais trágico e triste pela falta de aceitação por parte desses pais. Tem situações duras em que existe privação da liberdade individual. Por vezes, há uma crítica pesada a educação.

Uma reflexão que a pinguim alcançou assistindo é de que a arte não é ruim, nem chata (o que nunca achei que fosse), como alguns pensam, se ela for analisada com a alma ou vistos além daqueles obstáculos que nós mesmo criamos, vamos conseguir perceber o quão maravilhoso e importante é, podendo ser muitas coisas, inclusive divertido! Assim como nessa citação que o Mr. Keating faz:
“Quando pensam que sabem uma coisa precisam olhar para ela de forma diferente”
E podemos complementar com essa: “Quando lerem, não tenham apenas em mente o que o autor pensa. Considerem o que vocês pensam.”

Enfim, Sociedade dos poetas mortos é um filme sensível, trágico, subjetivo e lindo. Sem dúvidas é um filme para a vida, daqueles que a gente pode rever em vários momentos diferentes e ainda aprender algo. Posso afirmar que muitas das situações que os personagens passam, vai rolar identificação e vocês vão se ver neles. É um dos tipos de filme que a pinguinzinha gosta, daqueles que agregam e acrescentam algo na nossa realidade.
É um filme que não se explica, ele fala por si mesmo. Então, por isso que dou 5 saquinhos de pipocas merecidos.

Não é a toa que ganhou o Oscar.
Então, quem quer fazer uma sociedade dos poetas mortos comigo? Aos tagarelas de plantão, o que acharam, vão assistir? Contem-me tudinho!
Até a próxima tagarelice filosófica!

Diovana Vargas

17 Replies to “Sociedade dos poetas mortos: o poder que vem da arte”

  1. É apaixonante né? Muito obrigada, esse filme é daqueles que a gente tem que ver 21398731 de vezes por ser muito bom hahaha.
    Nossa, que alegria, fico extremamente honrada de saber disso <3 ~pulinhos de alegria aqui
    Muito obrigada, o seu também é!

    Beijos <3

  2. Vi esse filme e ele é sensacional, com perspectivas brilhantes. Amei a sua resenha, não poderia ter sido melhor e já me deixou com vontade de ver novamente! Agora que sei que você indicou esse filme, ficarei tranquila para procurar outros aqui. Seu gosto é ótimo.

    wwww.camilapifano.com

  3. É uma série que é certo que indico, que ótimo que gostou <3 Quando assistir me conta o que achou… Muito obrigada, é muito bom ler coisas assim a respeito do blog me deixa muito feliz mesmo, pulando de alegria hahah
    Claro, pode deixar que eu vou dar uma olhadinha, beijos!

  4. Quero MUITO assistir esse, amei a resenha. Já vou seguir para acompanhar tudo a partir de agora, achei o blog LINDO e único, bem diferente dos outros ♥
    Também tenho um blog e ele é novo, então se poder me puder me ajudar também e ir lá dar uma olhadinha, ficarei muito grata e feliz!
    Beijo. sonaorepareabagunca.blogspot.com 😀

  5. Ebaa, ele tava na minha lista há tanto tempo e eu fui só adiando e acontece que depois que vi, me arrependi de não ter visto antes. Então não perca tempo hahaha Eu tbm adoro quando a arte é bem representada e esse filme é um show de arte sob vários aspectos. Tenho certeza que vc vai amar <3

  6. Amei a resenha e morri de vontade de assistir. Já ouvi falar MUITO sobre esse filme, mas ainda não peguei para dar o play. Adoro filmes sensíveis e que falam da arte de uma forma pessoal, deixando espaço para você sentir e interpretar do seu jeito.
    ótima indicação!

    sushibaiano.blogspot.com.br

  7. Sim, fiquei apaixonada pelo filme, até me arrependo de não ter visto antes hahah As vezes, é bem assim ver novamente pois nossa visão das coisas mudam com o tempo, assim como a percepção <3
    Ele é um incrível ator, nossa feliz que você gostou do filme também!

    Beijos!

  8. Nossa, este filme é muito bom mesmo!
    A primeira vez que vi eu era bem mais nova. Gostei da história em si mas não tinha captado todo o potencial. Quando fui ver novamente, mais velha, nossa… que experiência!
    Sem falar na super atuação do Robbie Willians… adoro ele!

    Beijos!
    Andréia Campos
    http://petitandy.com

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